domingo, 8 de janeiro de 2012


TEMAS DE HISTÓRIA DE SERGIPE I
Prof. DR. ANTONIO LINDVALDO SOUSA
TUTORA: ANDREZA MATTOS.

ALUNA:CRISTINA DA SILVA SANTOS
MATRICULA: 11202002
POLO: N. S. DAS DORES.
CURSO: LICENCIATURA EM HISTÓRIA

AS POTENCIALIDADES DA HISTORIA LOCAL PARA PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO EM SALA DE AULA: O ENFOQUE DO MUNICIPIO DE NOSSA SENHORA DAS DORES


NOSSO PROGRESSO






 JUNIOR, Arnaldo Pinto. As Potencialidades da Historia Local parta Produção de Conhecimento em Sala de Aula: ano, 1 n° 3, 2001, pag. 37á40.

Fundamento no texto o autor relata suas experiências educacionais com os discentes de níveis de níveis médios e fundamentais, foram momentos felizes e angustiantes, devido ás práticas estabelecidas pelo sistema educacional Brasileiro, Júnior fala sobre o historiador Sérgio Buarque de Holanda, chegando a refletir intensamente sobre seu trabalho, suas peculiaridades diante das idéias coletivas e prevalecentes que eram determinadas pela sociedade.
Assim o povo desvaloriza a sua história local por achar os valores  e culturas européias dominantes. A seguir a comprovação do “não reconhecimento do sujeito histórico em relação ao seu espaço, ao seu tempo e aos seus projetos”. (ARNALDO 2001, p.37 apud BUARQUE). Desse modo os alunos se distanciarão do assunto estudado, deixando claro, a falta de relacionamento com a sua comunidade, com a sua cultura, faltando incentivo contínuo eles se afastarão dos espaços públicos estudados.
Júnior (2001) comenta sua intenção de celebrizar algumas práticas exigidas ao estudo da história. A visão tradicionalista da disciplina refletida pela escola, a torna uma matéria apenas de conteúdos decorados, como se só existisse uma única forma de assimilar os diversos conhecimentos da história.
Embasado nisso o autor desenvolverá um método novo de ensino aprendizagem dessa disciplina, apoiando-se em elementos motivadores de estudos, buscando valorizar as vivências dos discentes, levando-os a adquirir conhecimentos históricos, intermediados pelo professor,conseguindo que os alunos reconheçam, valorize e discuta seus antepassados culturais através de documentos históricos que permitam concatenar o presente com o passado.
Arnaldo (2001) acha que fazendo um exame mais desenvolvido, é possível edificar conhecimentos através da história local. Ele exemplifica o historiador Marcos A. da Silva e outros que falam sobre as chances de dissipar equívocos de teorias históricas por meio de trabalhos que incentive o aluno a se interessar pela sua comunidade, organizando estudo sobre o espaço, o local e o tempo dos acontecimentos, equiparando-se com os objetivos da história geral.
Júnior (2001) mostra um proposta de ensino relacionada a cidade de Nossa Senhora das Dores, onde as experiências vividas nesta, levem a uma polêmica pelo desejo de modernidade penetrada no Município antes de 1606, os avanços sociais eram informados através da designação Sergipana, pois a relevante produção econômica, política e cultural se sobressai como símbolo da evolução das suas relações sociais.
O progresso chega a Nossa senhora das Dores em 1606, quando Pero Novais de Sampaio recebe duas léguas de terras devolutas, doadas pelo capitão-mor Nicolau Felipe de Vasconcelos, destinadas a criação de gado, mas foi à produção de algodão que alavancou a economia Dorense. Levando o então município dos Enforcados   a mudar o nome para N.S. das Dores e ao progresso.Assim Dores foi evoluindo e em 23 de outubro de 1920 passou á categoria de Cidade, desmembrando-se dos municípios de Capela e Divina pastora.
Atualmente a Cidade conta com quatro pólos de ensino superior, serviços de moto-táxi e táxi-lotação, facilitando o acesso á capital, possui amplo sinal de todas as operadoras de celular e até seu próprio portal: Pronet. Destaca-se como pólo de serviço e comércio da microrregião, mas é ativa também no setor pecuarista e açucareiro.
A Sociedade Dorense faz parte de um sistema político de versão antidemocrático que perde forças diante do progresso e do crescimento econômico que traz melhores condições a população Dorense, convencendo as suas responsabilidades pelo direcionamento da cidade.
Arnaldo (2001) esclarece a necessidade de que o aprendiz discuta o discurso de Manchester Paulista, por meio de conclusão das experiências vividas, revelando fatos essenciais da história da cidade, indagando o passado os alunos entenderão o crescimento industrial e as relações políticas e sociais.
Assim os grupos de classe deveriam analisar a história do seu município intermediada pelo docente que auxiliarão aos seus discentes na construção histórica da história local, baseando-se em documentos escritos e em suas percepções. O processo de ensino aprendizagem destacado pelo autor, fala de como trabalhar com a história local, por meio de pesquisas e fundamentada em documentos na expectativa da história global, levando os alunos a produzirem conhecimentos através dessa história. O autor conclui que todos devem participar do ensino aprendizagem e valorizar a restauração das memórias preservadas por documentos históricos sem distorcer o passado.

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
JUNIOR, Arnaldo Pinto. As potencialidades da história local para a produção de conhecimento em sala de aula: o enfoque do município de Sorocaba. In: História: Área do conhecimento. Ano 1, nº 3, 2001, pp. 37-40.
IBGE – divisão territorial e limites territoriais. 2008